Professora agride criança em escola- Quando a Escola se Torna Lugar de Dor: Um Alerta aos Pais

Na noite em que li a notícia daquela professora que agrediu um aluno de apenas quatro anos em Caxias do Sul, meu coração se encheu de revolta. Coloquei minha filha para dormir, deitei ao lado do meu marido e, antes de desligar a internet, me deparei com a manchete. Fiquei em choque. Olhamos um para o outro e só conseguimos dizer: “Meu Deus, o que está acontecendo dentro das escolas, que os pais nem sequer imaginam?”

Graças a Deus, minha filha ainda não estuda, tem apenas dois anos, e posso tê-la em casa comigo. Mas o coração de mãe já se preocupa com o futuro, já pensa em como será o dia em que ela estiver em uma sala de aula. Afinal, escolher uma escola hoje é um ato de confiança enorme.


A Verdade Só Apareceu por Causa de uma Câmera

O caso dessa criança só veio à tona porque havia câmeras na sala de aula. Se não fosse assim, os pais não teriam provas de que aquela professora era, na verdade, uma agressora. Isso revela como precisamos de transparência e vigilância.

A escola deveria ser um lugar de aprendizado, de cuidado, de estímulo ao crescimento — nunca de dor.


Não é um Caso Isolado

Muita gente pensa que esses casos são isolados, mas eu sei que não são. Eu vivi isso dentro da minha própria casa.

Minha irmã, ainda muito pequena, sofreu por anos nas mãos de uma professora que permitia que sua própria filha torturasse os colegas. Ela beliscava, batia, gritava, e a mãe-professora simplesmente assistia. Pior: às vezes, ela mesma beliscava as crianças e mandava colocar sabão na boca. Minha irmã sofreu calada, ficou retraída, e até hoje carrega as marcas dessa violência.

E não foi só ela. Na mesma escola, eu também vivi uma situação de agressão. Eu estava no fundamental, e um dia uma professora me deu uma reguada na mão apenas porque olhei para o lado. Muitas pessoas lembram disso com saudosismo, dizendo que “naquela época os professores sabiam disciplinar”. Mas eu não consigo romantizar a violência.

A diferença é que eu não me calei como a minha irmã. Eu gritei, saí correndo até a diretoria, denunciando o que tinha acontecido.

Essas experiências só me mostram como a agressão contra crianças, seja física ou psicológica, infelizmente não é uma raridade.


Criança Não Precisa de Gritos, Mas de Amor

Precisamos parar de normalizar a violência contra os pequenos. Criança não é objeto. Criança não é saco de pancada para frustração de adulto. Criança não precisa de gritos, mas de amor.

A disciplina dos nossos filhos é responsabilidade nossa, dos pais. E quando corrigimos, deve ser sempre em amor, nunca em ódio, nunca em raiva.

A Bíblia nos ensina claramente sobre isso:

“Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados” (Colossenses 3.21).

A verdadeira disciplina não humilha, não machuca — ela instrui e aponta para a vida.


Nosso Dever Como Pais

Meu alerta como mãe é este: não delegue sua confiança de olhos fechados. Conheça a escola, converse com outros pais, observe os professores, exija transparência, e, se possível, acompanhe por meio das câmeras. Nós não podemos ignorar onde colocamos nossos filhos, porque ninguém — absolutamente ninguém — tem autoridade para tratá-los com violência.

Ao mesmo tempo, precisamos ser voz para os pequenos. A Palavra de Deus nos chama a defender os vulneráveis:

“Fazei justiça ao fraco e ao órfão; procedei retamente para com o aflito e o necessitado. Livrai o pobre e o necessitado, tirai-os da mão dos ímpios” (Salmo 82.3-4).


Para Terminar

Que possamos unir indignação e fé. Que possamos clamar por justiça, mas também ensinar com amor dentro dos nossos lares.

E que nossos filhos cresçam em segurança, porque está escrito:

“Instrui a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22.6).


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posts

Newsletter